quinta-feira, 1 de março de 2012

Chove lá fora!

As gotículas de água fazem barulho na janela da sala.
O vento move cuidadosamente as folhas da árvore.
O cheiro da terra molhada sobe aos poucos...

No tapete da sala, o ritmo acompanha o da chuva...
Os barulhos que se ouvem são
os dos beijos e da nossa respiração.
Os movimentos são os das suas mãos,
suavemente, tocando a minha pele;
eu, ainda com medo, me atrevo a tocar
a tua também e sinto
o calor do teu corpo.
O cheiro dos teus cabelos me invade,
meus sentidos são todos testados.

Me transporto para outro mundo
onde só nós dois moramos,
e o tapete felpudo da sala é o leito,
lugar dos sonhos de dois amantes,
onde os tornam realidade.


Priscila da Silva Garcia - ALUNO DE LETRAS

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nota

Acesse os Blogs dos idealizadores do Blog Uniesp Literária:

Luiz Aguinaldo: http://luiznoescuro.blogspot.com.br/
Stênio Santos: http://stenio182.blogspot.com/
Parceria ReEvolução: http://reevoluindoomundo.blogspot.com/

Contamos com o apoio de vocês em leituras e divulgações.
Alunos UNIESP continuem mandando seus textos, pois os mesmos são de fundamental importância para o crescimento do blog juntamente com o de vocês.

Agradecido desde já.
Luiz Aguinaldo Ponton Cuaglio
Aluno de Letras UNIESP Ribeirão Preto-SP

Ombro de quem ama

O choro alcança a verdade
Acha o paradeiro da descrença
Ousa quando diz que não vale à pena
Mostra que a saudade machuca
Enquanto a distância parece ser a solução.

Não destrate a tolerância, jovem menina
Você insiste em contradizer o meu coração
Eu não queria sair andando sem olhar para trás,
Mas você não desata o sonho do encantado
E vive nessa razão inconsistente de um sonho milenar.

A causa da partida de quem só quis lhe fazer bem
É o nó que poderia ter desatado enquanto preferiu o laço
A vida é trançada em escolhas
E faz o melhor tapete quem prefere ser feliz.

Chore, mas não prefira estar sozinho
Meu ombro ainda está aqui,
Meu colo ainda tem cheiro de travesseiro...

Eu não quero partir...

Mas há alguém n’outro caminho
Que espera a minha chegada
Tímido, entrando de mansinho
Para arrancar-lhe um sorriso...

Mas eu quero ficar aqui...

Então se for para chorar, chore!
O sorriso vem depois do choro
Assim como o sol vem depois da chuva e da lua.
Vamos sair essa noite, tomar um sorvete,
Contar coisas bobas que são traços marcados nos versos do passado,
E vamos então sorrir...

Apaixonados...

Luiz Aguinaldo Ponton Cuaglio
Aluno de Letras - Uniesp Ribeirão Preto - SP

Na viagem de dentro

Na madrugada a gente vê

O que nunca sob os olhos da lua cheia acontece

É quando a gente esquece que vive

E faz o que foi sonho, sente o que foi poesia indiscreta,

Se finge de ator enquanto é poeta,

Fala que é amor enquanto é pedra,

Pensa que é concreto enquanto é verdade

Uma mentira dita enquanto a geladeira estava aberta

E você procurava tudo enquanto pensava em nada e estava certa...


Na madrugada tudo pode acontecer

Basta ser esperta e comer chocolate gelado

Você pode não ser receita secreta,

Mas na madrugada vira beijo escondido atrás do porta retrato.


Luiz Aguinaldo Ponton Cuaglio

Aluno de Letras - UNIESP Ribeirão Preto - SP